
A tuneladora "Cora Coralina" atingiu um novo marco na expansão da Linha 2-Verde [1] do Metrô [2] ao romper a parede de concreto da futura Estação Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo, na noite desta segunda-feira (13). O avanço consolida a escavação de 630 metros de túneis desde o início deste segundo trecho, na estação Penha. A máquina, que pesa 2.700 toneladas, seguirá agora um cronograma rigoroso para completar os cerca de 3 km previstos até o Complexo Rapadura.
Engenharia inédita e estrutura da nova estação
O projeto da Estação Aricanduva se destaca por uma metodologia construtiva diferenciada, sendo a única do novo trecho erguida com seis poços secantes simultâneos, que atingem até 30 metros de profundidade. Atualmente, o empreendimento registra 55% de execução global, englobando as obras civis e a instalação de sistemas. A estrutura de concreto do corpo da estação já alcançou 43% de conclusão.
Localizada estrategicamente na Avenida Aricanduva, a unidade terá mais de 19.500 m² de área construída. A previsão é que a Estação Aricanduva receba diariamente cerca de 25.390 passageiros. Para garantir a acessibilidade e o fluxo de usuários, o espaço será equipado com 18 escadas rolantes e cinco elevadores.
Segurança e monitoramento geológico no entorno
A passagem da tuneladora pela Estação Aricanduva exige protocolos de segurança de alta complexidade. Aproximadamente 20 metros após a estação, o Tatuzão passará por baixo do leito do Córrego Aricanduva, mantendo uma distância de 10 metros de profundidade em relação ao fundo do canal. Para mitigar riscos, foram aplicados tratamentos de solo e instalados drenos horizontais profundos.
O monitoramento permanente é uma prioridade da gestão da obra, conforme detalha o plano de contingência:
"Foi elaborado um Plano de Ação Emergencial (PAE) com protocolos específicos para o entorno, incluindo o acompanhamento em tempo real de redes de esgoto da Sabesp e um gasoduto da Comgás que cruzam a região", destaca o relatório técnico do empreendimento.
Integração e futuro da mobilidade na Zona Leste
Além de servir como ponto de embarque, a Estação Aricanduva foi projetada para atuar como um hub logístico na região. O projeto prevê integração direta com o futuro BRT da Avenida Aricanduva, em fase de implantação pela Prefeitura de São Paulo. A solução arquitetônica enterrou todas as salas técnicas, liberando espaço na superfície para uma praça de acesso com travessia semaforizada para pedestres.
Após a saída da Estação Aricanduva, os próximos passos da expansão incluem o deslocamento da máquina em direção às futuras estações Guilherme Giorgi e Santa Isabel. O esforço conjunto de 360 trabalhadores, divididos em dois turnos, visa consolidar o trecho leste da Linha 2-Verde, fortalecendo a conectividade da malha metroviária paulistana.
[1] https://abcdoabc.com.br/nova-tuneladora-linha-2-verde-nome-hebe-camargo/
[2] https://www.metro.sp.gov.br/pt_BR/