“Supergripe” avança na Baixada Santista e acende alerta na região

21/04/2026 - 11:50  
“Supergripe” avança na Baixada Santista e acende alerta na região
“Supergripe” avança na Baixada Santista e acende alerta na região A circulação da nova variante do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “Supergripe [1]”, acende um alerta importante na Baixada Santista [2], diante do aumento significativo de casos de síndromes respiratórias em 2026. A doença apresenta maior capacidade de transmissão e tem provocado alta procura por atendimento médico na região. Segundo especialistas, o cenário atual da Supergripe é a combinação entre fatores sazonais, como períodos mais frios e também uma mutação do vírus, que passou a se espalhar com mais facilidade entre a população. O que chama atenção também é o tempo de incubação, com sintomas que podem surgir entre três a cinco dias após o contato com a pessoa infectada. Quais municípios da Baixada Santista tiveram mais casos de supergripe? Diversas cidades da Baixada Santista já registram crescimento expressivo nos atendimentos por sintomas gripais e casos mais graves. Em Itanhaém, por exemplo, as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) passaram de 4 casos em março de 2025 para 19 no mesmo período de 2026. Em São Vicente, o número de atendimentos praticamente dobrou, chegando a mais de 500 pacientes em março. Já em Mongaguá, a demanda por casos graves aumentou de 137 para 222 atendimentos mensais. Outros municípios também registraram avanço da doença, incluindo novos casos de Influenza em cidades como Guarujá, passando de zero para 10 na primeira quinzena de abril, e em Praia Grande foram registrados 26 casos graves. Transmissão elevada, mas não necessariamente mais letal Entenda o avanço da subvariante da Influenza A chamada de "Supergripe" na Baixada Santista - Reprodução Apesar de ser popularmente chamada de “supergripe”, especialistas destacam que a variante não é necessariamente mais letal do que outras, mas sua alta transmissibilidade contribui para o aumento de casos e, consequentemente, de complicações, especialmente entre grupos mais vulneráveis. Em nível nacional, o avanço da Influenza A também tem sido observado, com crescimento nos registros de SRAG e maior impacto entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Vacinação é principal forma de proteção Autoridades médicas da Baixada Santista reforçam vacinação contra subviarante da "Supergripe" - Reprodução As autoridades de saúde reforçam que a vacinação é a principal barreira contra a subvariante. O imunizante atual é eficaz e garante proteção para cerca de 98% dos vacinados. Na Baixada Santista, o ritmo de imunização varia: Santos: Quase 35 mil doses aplicadas; Mongaguá: Cerca de 7% de cobertura vacinal em 2026. No entanto, a cobertura vacinal ainda varia entre os municípios da região, o que contribui para a propagação do vírus. Além da vacinação, especialistas recomendam medidas já conhecidas pela população, como: uso de máscaras em ambientes fechados; higienização frequente das mãos; evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral. Sintomas e riscos Os sintomas iniciais da Supergripe incluem coriza, febre e mal-estar, podendo evoluir para quadros mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave, que pode levar à internação e até à morte em casos mais severos. Diante do cenário, profissionais de saúde reforçam a importância da prevenção e da conscientização da população. A recomendação é clara: manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas mais intensos. [1] https://brasil61.com/n/supergripe-variante-da-influenza-a-e-mais-transmissivel-e-circula-no-brasil-bras2616204 [2] https://abcdoabc.com.br/mpox-brasil-baixada-santista-sem-casos-novos/