São Paulo amplia ensino técnico em 134% e impulsiona carreiras

São Paulo amplia ensino técnico em 134% e impulsiona carreiras
São Paulo amplia ensino técnico em 134% e impulsiona carreiras O governo de São Paulo acaba de consolidar uma expansão sem precedentes de 134% no número de estudantes matriculados no ensino técnico. A estratégia visa não apenas qualificar a mão de obra, mas transformar a realidade econômica dos jovens, com a projeção de atingir 321 mil alunos na rede profissionalizante já em 2026. Essa movimentação coloca 40% de toda a rede de ensino médio do estado no caminho da dupla certificação. Ao concluir os estudos, o aluno terá em mãos o diploma regular e uma habilitação profissional, aumentando drasticamente suas chances de inserção imediata no mercado de trabalho. São Paulo alinha educação aos padrões internacionais da OCDE A meta da gestão atual é ambiciosa: equiparar os índices estaduais à média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que hoje gira em torno de 44%. O governador Tarcísio de Freitas reforça que os cursos oferecidos não são aleatórios, mas conectados à vocação econômica de cada região de São Paulo. O crescimento das matrículas demonstra uma mudança cultural na educação pública: 2023: 136,8 mil estudantes (16,6% da rede). 2024: 184,8 mil estudantes (22,2% da rede). 2025: 268,3 mil estudantes (33% da rede). 2026 (Projeção): 321 mil estudantes (40% da rede). Renato Feder, secretário da Educação, destaca que o ensino técnico é uma ferramenta poderosa contra a desigualdade social. Ao alinhar habilidades práticas às necessidades das empresas, o estado melhora a produtividade geral e a renda das famílias. O impacto real na economia familiar em São Paulo Os números grandiosos ganham rosto e nome no interior do estado. Em Cunha, cidade do Vale do Paraíba conhecida pela cerâmica, a estudante Analy Alexandre Justino, de 18 anos, transformou o aprendizado em lucro. Aluna do curso de administração da rede estadual, Analy aplicou técnicas de marketing no ateliê do irmão. O resultado prático prova a eficácia do modelo: o número de seguidores nas redes sociais do negócio quadruplicou, atraindo novos clientes e expandindo a venda de produtos cerâmicos. Relatos como o de Analy confirmam que a evasão escolar diminui [1] quando o aluno percebe valor imediato no que estuda. O medo de disciplinas como matemática dá lugar à confiança na gestão de negócios reais. Diversidade de cursos e parcerias estratégicas Para sustentar esse crescimento, a Secretaria da Educação (Seduc-SP) diversificou o portfólio. Os estudantes têm à disposição 60 opções de cursos, viabilizados por meio de professores da própria rede, docentes das Etecs e parcerias com gigantes do setor como Senai e Senac. Entre as formações mais procuradas estão: Ciência de Dados e Desenvolvimento de Sistemas. Enfermagem e Farmácia. Agronegócio e Logística. Administração e Vendas. Para 2026, o currículo ganhará reforço com os cursos de Eletrônica e Meio Ambiente. Além da formação, o programa BEEM [2] (Bolsa Estágio Ensino Médio) conecta esses jovens a vagas de estágio remunerado, oferecendo bolsas que podem chegar a R$ 851,46. Investimento massivo em infraestrutura A expansão exigiu adequação física. O governo de São Paulo direcionou mais de R$ 60 milhões para modernizar e equipar 130 novos laboratórios em 60 cidades. A Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) liderou as obras, garantindo que alunos de enfermagem e farmácia tenham acesso a ambientes pedagógicos de ponta. Essa revolução silenciosa nas salas de aula, apoiada por equipamentos de proteção e insumos de qualidade, reafirma o compromisso de São Paulo em ser a locomotiva do desenvolvimento educacional e profissional no Brasil. [1] https://abcdoabc.com.br/sao-paulo-registra-recorde-de-presenca-escolar/ [2] https://www.beem.sp.gov.br