
O volume de chuvas [1]registrado em Santo André [2] entre os dias 1º e 13 de março já ultrapassou a média histórica prevista para todo o mês. De acordo com dados dos pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a média aritmética acumulada atingiu 154,7 milímetros. O índice supera a normal climatológica de 137,24 milímetros estabelecida para o período, colocando o município em estado de atenção.
O cenário meteorológico atual acende um alerta para a gestão de riscos e desastres. Com a concentração de grandes volumes de chuvas em um curto intervalo de tempo, o solo opera em regime de saturação precoce. Essa condição geológica aumenta significativamente a probabilidade de ocorrências como erosão e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis.
Monitoramento e Prevenção contra Riscos Geológicos
O Departamento de Proteção e Defesa Civil de Santo André projeta que, caso o ritmo das precipitações persista, a segunda quinzena de março exigirá atenção máxima. O monitoramento das chuvas foi intensificado para orientar ações preventivas e garantir a segurança da população.
“Com essas ‘águas de março’, o município reforça o monitoramento permanente das condições meteorológicas e climáticas, acompanhando os índices pluviométricos em tempo real para orientar a tomada de ações preventivas e democratizar o acesso da população a essas informações”, explica o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
Sinais de Alerta para a População
A diretora de Defesa Civil do município, Priscila de Oliveira, orienta que os moradores fiquem atentos a sinais físicos no terreno e nas edificações que podem preceder acidentes causados pelas chuvas:
Trincas e rachaduras em paredes ou no solo;
Inclinação de muros, postes e árvores;
Água barrenta escorrendo em encostas.
Tecnologia e Inteligência Artificial no Combate a Enchentes
Para mitigar os impactos das fortes chuvas, a Prefeitura de Santo André utiliza uma rede de 26 estações meteorológicas próprias. Estes equipamentos monitoram, em tempo real, parâmetros como precipitação, temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento.
Além da infraestrutura física, a cidade opera um sistema de Inteligência Artificial (IA) para predição de alagamentos. A ferramenta cruza dados para identificar riscos hidrológicos e saturação do solo. A eficácia da tecnologia foi comprovada em 16 de janeiro deste ano, quando o modelo de IA previu riscos na bacia do Córrego dos Meninos e na bacia do Guarará com assertividade de 95% e 89%, respectivamente.
IndicadorVolume Registrado (1-13/Mar)Média Histórica MensalMilímetros (mm)154,7 mm137,24 mmPercentual112% da meta atingida100%
[1] https://abcdoabc.com.br/santo-andre-caos-ruas-alagadas-apos-forte-chuva/
[2] https://web.santoandre.sp.gov.br/