
Grupos, coletivos e lideranças de matriz africana de Santo André [1] têm um encontro estratégico marcado para este sábado, dia 21 de março. O evento ocorre das 14h às 17h, ocupando o emblemático Auditório Heleny Guariba, localizado no saguão do Teatro Municipal Maestro Flavio Florence [2].
O objetivo central da reunião é promover um mapeamento detalhado dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (POTMA) residentes ou atuantes no município. Mais do que um simples cadastro, o encontro visa abrir um canal direto de diálogo para a discussão e elaboração de políticas culturais específicas que atendam às demandas e particularidades deste segmento histórico e religioso.
O papel dos Grupos de Matriz Africana na Cultura Viva
A iniciativa não se encerra no debate inicial. Ela prevê, em uma etapa subsequente e fundamental, a identificação minuciosa das linguagens culturais presentes em cada manifestação de matriz africana. Esse diagnóstico é essencial para que o poder público possa fomentar a atuação dos grupos locais, garantindo que eles ocupem seu espaço de direito dentro da estrutura da Política Nacional de Cultura Viva.
Ao ampliar o reconhecimento institucional dessas comunidades, a prefeitura e a sociedade civil buscam consolidar uma agenda de visibilidade e fomento. O encontro é aberto a todos os interessados, configurando-se como uma assembleia democrática para quem mantém vivos os costumes e a fé herdados da diáspora.
O que define os povos tradicionais de Matriz Africana?
Para compreender a importância deste mapeamento, é preciso entender o conceito de POTMA. Os Povos Tradicionais de Matriz Africana são grupos que preservam tradições, crenças, religiões e modos de vida ancestrais que têm suas raízes no continente africano, mas que foram adaptados, recriados e ressignificados no contexto brasileiro ao longo dos séculos.
Estes grupos são pilares da resistência cultural no país. Sua identidade é forjada na ancestralidade e na conexão profunda com os terreiros, locais que funcionam como centros de preservação de saberes. A valorização do conhecimento dos anciãos, a manutenção da cultura viva e o exercício do direito à memória são os eixos que sustentam essas comunidades.
Diálogo e Inclusão no Coração de Santo André
A reunião deste sábado integra uma agenda contínua de diálogo entre a administração pública e os representantes da sociedade civil organizada. A escolha do Auditório Heleny Guariba reforça o caráter simbólico do evento, colocando a pauta da matriz africana no centro geográfico e político da cidade.
A participação ativa das lideranças é o que garantirá a eficácia das futuras políticas públicas. Ao participar deste encontro, os detentores desses saberes ancestrais ajudam a moldar uma gestão cultural mais inclusiva e respeitosa com a diversidade étnica da região.
Serviço:
Evento: Encontro com Povos Tradicionais de Matriz Africana (POTMA)
Data: 21 de março (sábado)
Horário: Das 14h às 17h
Local: Auditório Heleny Guariba (Saguão do Teatro Municipal Maestro Flavio Florence)
Endereço: Praça IV Centenário, s/nº, Centro, Santo André
Entrada: Gratuita e aberta ao público
A preservação da matriz africana é, antes de tudo, um compromisso com a história do Brasil e com a garantia de direitos culturais para as futuras gerações.
[1] https://web.santoandre.sp.gov.br/
[2] https://abcdoabc.com.br/espetaculo-cafe-com-leite-chega-santo-andre-quinta/