Santas Casas garantem R$ 1 bilhão para ampliar atendimentos

Santas Casas garantem R$ 1 bilhão para ampliar atendimentos
Santas Casas garantem R$ 1 bilhão para ampliar atendimentos As Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o Brasil acabam de assegurar um aporte decisivo de R$ 1 bilhão para fortalecer o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde [1] oficializou a medida nesta sexta-feira (26) por meio da portaria GM/MS nº 9.760, publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Essa verba integra o programa Agora Tem Especialistas e marca uma transição fundamental no modelo de financiamento do setor, abandonando a defasagem histórica para adotar reajustes anuais baseados na produção real. Este movimento representa mais do que um repasse financeiro; é uma reestruturação da lógica de custeio. Ao garantir recursos previsíveis, o governo visa dar fôlego às Santas Casas, permitindo que essas instituições foquem no que realmente importa: a redução do tempo de espera dos pacientes e a oferta de serviços especializados de alta qualidade. Fim da antiga Tabela SUS e novos critérios O novo modelo traz uma inovação aguardada pelo setor: o cálculo do financiamento passa a considerar a produção hospitalar registrada no ano anterior. Diferente da antiga Tabela SUS [2], que não acompanhava a inflação médica, o atual sistema assegura a correção de valores. Para 2025, o índice de reajuste estimado é de 4,4%, superando os 3,5% aplicados em 2024. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatiza que essa mudança estrutural beneficia diretamente as Santas Casas ao valorizar procedimentos complexos. “Com R$ 1 bilhão em reajustes para os filantrópicos, o programa Agora Tem Especialistas consolida o caminho de superação definitiva da antiga Tabela SUS. O novo modelo garante valores que variam de duas a três vezes a antiga tabela para combos de consultas, exames e cirurgias.” A distribuição do montante bilionário segue critérios técnicos rigorosos para maximizar o impacto na ponta: R$ 800 milhões: Destinados exclusivamente ao custeio de procedimentos hospitalares. R$ 200 milhões: Voltados para o incremento do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) dos estados. Pagamento: Parcela única, transferida diretamente aos fundos estaduais e municipais. Impacto das Santas Casas nos supermutirões A estratégia de financiamento dialoga diretamente com a necessidade de agilidade no atendimento. As Santas Casas desempenham um papel protagonista nos "supermutirões" do programa Agora Tem Especialistas, que fecharam o ano com números expressivos. Mais de 127 mil procedimentos foram realizados, sendo que um único fim de semana registrou o recorde histórico de 59,3 mil atendimentos simultâneos em todo o território nacional. Desde julho, quando o primeiro mutirão ocorreu, a oferta de cirurgias e exames especializados cresceu 375%. Esse avanço só foi possível graças à capilaridade das Santas Casas, que atuam integradas a hospitais universitários e institutos federais para cobrir vazios assistenciais. Federalismo e responsabilidade fiscal Embora a coparticipação de estados e municípios seja uma obrigação constitucional, a maior parte do fôlego financeiro para a alta complexidade ainda provém da União. O reajuste federal amplia a capacidade dos gestores locais de honrar compromissos e fortalece os prestadores de serviço, especialmente as Santas Casas, que muitas vezes são a única referência hospitalar em diversas regiões do interior do país. Padilha reforça que o SUS não se sustenta apenas por tabelas de preços, mas por políticas de incentivo inteligentes. A decisão reflete maturidade técnica ao garantir que o acesso à saúde especializada não dependa do CEP do cidadão, mas sim da eficiência da rede instalada. Com a execução dos recursos prevista para iniciar em janeiro, a expectativa é que as Santas Casas entrem em 2025 com maior capacidade operacional. O foco permanece na oncologia, cardiologia, ortopedia e outras especialidades críticas, consolidando essas instituições filantrópicas como pilares insubstituíveis da saúde pública brasileira. [1] https://abcdoabc.com.br/gripe-k-casos-da-doenca-no-brasil/ [2] https://www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/outros-destaques/tabela-sus-paulista