Ricardo Nunes deve perder 9 secretários para as disputas das eleições

Ricardo Nunes deve perder 9 secretários para as disputas das eleições
Ricardo Nunes deve perder 9 secretários para as disputas das eleições A administração do prefeito Ricardo Nunes [1] prepara-se para uma reformulação estratégica de seu primeiro escalão nos próximos meses. Pelo menos um quarto do secretariado deve deixar seus postos para disputar cargos nas eleições agendadas para 4 de outubro, cumprindo a legislação que exige a desincompatibilização seis meses antes do pleito. O movimento envolve a substituição de nove dos 35 titulares da atual gestão municipal. Em coletiva realizada na última quinta-feira (9), o chefe do executivo paulistano estipulou o dia 27 de março como data limite para as saídas. Essa dança das cadeiras não é apenas uma formalidade legal, mas um teste de articulação para Ricardo Nunes, que precisará manter a máquina pública operando enquanto seus aliados buscam novos mandatos. Impacto eleitoral na gestão de Ricardo Nunes A lista de saídas inclui nomes de peso político considerável, evidenciando a estratégia de projetar a influência da capital em outras esferas de poder. Entre os que deixam o governo estão quatro ex-prefeitos de cidades importantes da Grande São Paulo e do interior, como São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí e Suzano. Ao analisar o cenário, Ricardo Nunes [2] avaliou o movimento com otimismo, classificando as baixas como um sinal de vigor político. "De certa forma, é muito bom para a cidade. Acreditamos que todos os secretários que sairão são candidatos fortes", afirmou. O objetivo declarado é ampliar a bancada de aliados na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa e no Senado Federal para defender os interesses paulistanos. A expectativa do emedebista é que o afastamento seja temporário para muitos. Ele citou Rodrigo Ashiuchi como exemplo de um quadro que, se eleito, poderá retornar ao secretariado futuramente. Manter a coesão do grupo político durante esse período será fundamental para a governabilidade de Ricardo Nunes no restante do mandato. Lista de secretários que deixarão os cargos A reformulação atinge pastas críticas, como Casa Civil, Segurança Urbana e Habitação. Parlamentares com mandatos ativos na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa também retornarão às suas casas de origem. Confira a relação completa dos nomes confirmados: Enrico Misasi (MDB): Casa Civil. Orlando Morando (sem partido): Segurança Urbana. Sidney Cruz (MDB): Habitação. Rodrigo Ashiuchi (PL): Verde e Meio Ambiente. Rogério Lins (Podemos): Esportes e Lazer. Rui Alves (Republicanos): Turismo. Milton Vieira Pinto (Republicanos): Inovação e Tecnologia. Luiz Fernando Machado (PL): Secretaria Executiva de Desestatização. Alexandre Leite (União Brasil): Secretaria Executiva de Relações Institucionais. Perfil dos aliados de Nunes Para compreender o peso político dessa debandada, é necessário analisar o histórico dos ocupantes. Orlando Morando, por exemplo, traz a experiência de dois mandatos como prefeito de São Bernardo do Campo e quatro como deputado estadual. Já Enrico Misasi, peça-chave na articulação política como chefe da Casa Civil, retorna ao cenário legislativo após atuar como deputado federal entre 2019 e 2022. A gestão de Ricardo Nunes perde também a expertise de Luiz Fernando Machado, ex-prefeito de Jundiaí, e Rogério Lins, que comandou Osasco por dois mandatos. No campo legislativo, Alexandre Leite, filho do ex-presidente da Câmara Milton Leite, deixa a articulação institucional para retomar seu quarto mandato como deputado federal. Outro nome relevante é Izaias Santana, ex-prefeito de Jacareí. Embora atue como procurador na Secretaria de Governo e não seja titular de pasta, sua movimentação reforça o xadrez eleitoral montado pelo grupo político. A recomposição dessas peças exigirá agilidade de Ricardo Nunes para evitar descontinuidade nos serviços públicos essenciais em um ano decisivo. [1] https://abcdoabc.com.br/nunes-investe-mobilidade-seguranca-2026/ [2] https://prefeitura.sp.gov.br