
No dia 15 de agosto, o Itamaraty [1] expressou sua firme reprovação às recentes declarações do Departamento de Estado e da Embaixada dos Estados Unidos [2] no Brasil, que comentaram a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump. Segundo a representação brasileira, essas manifestações constituem uma intromissão indevida em assuntos internos e da competência do Judiciário brasileiro.
A nota oficial do Ministério das Relações Exteriores ressaltou que o governo brasileiro condena essas intervenções, afirmando que "tal postura não reflete os 200 anos de respeito e amizade entre Brasil e Estados Unidos". A diplomacia brasileira reafirmou seu compromisso com o diálogo, enfatizando que desde março vem discutindo com autoridades norte-americanas questões tarifárias que são de interesse mútuo.
O comunicado sublinhou que "a politicização equivocada deste tema não é responsabilidade do Brasil, um país democrático cuja soberania nunca estará à mercê de negociações".
Em uma postagem nas redes sociais, a Embaixada dos Estados Unidos anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, justificando que essa medida seria uma resposta aos ataques direcionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto considerou tais ataques como vergonhosos e contrários às tradições democráticas brasileiras.
A posição da Embaixada ecoou as palavras de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, que definiu as tarifas como consequência das ações da Suprema Corte brasileira e do governo Lula contra Jair Bolsonaro, além de questionar a liberdade de expressão e o comércio dos Estados Unidos.
[1] https://www.gov.br/mre/pt-br
[2] https://abcdoabc.com.br/podcast/abc-cast-59-eua-tarifa-exportacoes/