
A cidade de Mauá registrou avanços expressivos no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue [1], da chikungunya e da zika. Em 2025, os casos de dengue no município caíram 85% em comparação com 2024, passando de 11.531 para 1.679 registros até o mês de novembro, segundo dados da Vigilância em Saúde. Outro destaque é que não houve registro de mortes pela doença no período, enquanto no ano anterior foram contabilizados 11 óbitos.
Apesar do cenário positivo, o alerta contra o Aedes aegypti permanece. Com a elevação das temperaturas e o aumento das chuvas típicas do verão, o risco de proliferação do mosquito volta a crescer.
Verão exige atenção redobrada contra o Aedes aegypti
Fiocruz
A BRK [2], concessionária responsável pelos serviços de esgotamento sanitário em Mauá, reforça a importância de medidas preventivas contínuas para evitar a formação de criadouros do Aedes aegypti. Segundo a empresa, eliminar locais que acumulam água é essencial para manter a redução dos casos.
“A chegada do verão é um período crítico para a proliferação do Aedes aegypti. Por isso, é fundamental que a população redobre os cuidados e fique atenta a qualquer local que possa armazenar água”, destaca Erick Krambeck, coordenador das áreas de Qualidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da BRK em Mauá.
Eliminação de criadouros é a principal arma
Divulgação
A forma mais eficaz de combater as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é eliminar possíveis criadouros, como garrafas, pneus, recipientes expostos e vasos de plantas com água acumulada. Caixas d’água mal vedadas também representam risco e devem ser mantidas sempre limpas e fechadas.
O Aedes aegypti também pode se desenvolver em água suja, o que reforça a importância de sistemas adequados de coleta e tratamento de esgoto, evitando o acúmulo de resíduos em vias públicas.
“O avanço dos serviços de saneamento contribui diretamente para a prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti”, ressalta Erick Krambeck.
Mauá antecipa metas do Marco do Saneamento
Divulgação
Mauá se destaca nacionalmente por ter atingido 91% de tratamento e 95% de coleta de esgoto, cumprindo com 10 anos de antecedência as metas do Novo Marco do Saneamento. A legislação prevê que, até 2033, 90% da população brasileira tenha acesso aos serviços de coleta e tratamento de esgoto.
Com um sistema eficiente, aliado a ações de manutenção preventiva nas redes e tubulações, o município reduz pontos de acúmulo de água e contribui diretamente para o controle do Aedes aegypti.
“Quando a população tem acesso a serviços de saneamento, há melhoria na qualidade de vida, redução dos gastos com saúde pública e preservação do meio ambiente”, conclui Erick.
Mesmo com a queda expressiva nos casos, autoridades reforçam que o combate ao Aedes aegypti depende da participação contínua do poder público e da população.
[1] https://abcdoabc.com.br/dengue-estado-sp-confirma-primeira-morte-2026/
[2] https://www.brkambiental.com.br/