Mais de 20 países condenam bloqueio iraniano no estreito de Hormuz

21/03/2026 - 16:50  
Mais de 20 países condenam bloqueio iraniano no estreito de Hormuz
Mais de 20 países condenam bloqueio iraniano no estreito de Hormuz O cenário de instabilidade no estreito de Hormuz [1]escalou neste sábado (21/03), após um grupo de 22 nações denunciar formalmente o bloqueio da via por parte do Irã [2]. O comunicado conjunto, liderado majoritariamente por países europeus e com apoio de nações árabes como Emirados Árabes Unidos e Bahrein, condena ataques recentes a navios mercantes e infraestruturas civis de petróleo e gás. A região é considerada o ponto de estrangulamento mais crítico do mundo para o setor energético. Por ali, transita aproximadamente 20% da produção global de petróleo, o que torna a livre circulação pelo estreito de Hormuz vital para a estabilidade dos preços internacionais e para a segurança de abastecimento de diversos continentes. Proposta de escolta militar ganha força internacional Diante da paralisia do tráfego, a proposta do governo dos Estados Unidos para a criação de uma coalizão de escolta de petroleiros voltou ao centro do debate. Na última quinta-feira (19), Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Holanda já haviam sinalizado apoio à iniciativa. "Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito", afirmou o grupo de países em nota oficial. A prioridade é cessar as hostilidades contra navios desarmados no Golfo, classificadas pelo bloco como "violações veementes" das normas internacionais de navegação. OMI sugere criação de corredor seguro de emergência A Organização Marítima Internacional (OMI), braço da ONU para o setor, interveio no conflito sugerindo uma medida paliativa imediata para reduzir os riscos operacionais no estreito de Hormuz. A entidade defende a implementação de uma rota protegida para o escoamento de embarcações que se encontram em áreas de perigo. "É uma medida provisória e urgente. O corredor deve facilitar a evacuação dos navios mercantes das áreas de alto risco e afetadas para um local seguro", indicou a OMI em comunicado. Custos de seguro e o modelo de financiamento dos EUA A crise no estreito de Hormuz também reflete no mercado financeiro e de seguros. Segundo informações do jornal Financial Times, a administração de Donald Trump estuda um modelo de seguro obrigatório para navios que solicitarem escolta das tropas norte-americanas. O programa seria gerido pela Development Finance Corporation (DFC). Atualmente, o mercado privado apresenta custos elevados para operar na região, o que tem afastado armadores: Taxa de mercado: Seguradoras cobram entre 3% e 5% do valor do navio. Exemplo de custo: Um petroleiro de US$ 100 milhões desembolsa até US$ 5 milhões por viagem. Abrangência: A cobertura discutida inclui casco, maquinário e a carga transportada. A recusa da maioria dos proprietários em aderir aos seguros comerciais pressiona as autoridades para que uma solução diplomática ou militar estabilize o estreito de Hormuz e normalize os custos operacionais do setor. [1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Estreito_de_Ormuz [2] https://abcdoabc.com.br/ataque-ira-prejuizo-800-milhoes-dolares-eua/