
É, mamães, já passamos por muita coisa juntas por aqui, não é? Falamos sobre os palpites [1], os desafios da alimentação, o cuidado com a diabetes gestacional [2] e o esgotamento materno que atravessa a rotina de tantas mulheres. Sabemos bem o quanto a carga é pesada e como, muitas vezes, ela se acumula sem espaço para pausa ou descanso.
Agora, com a chegada do Janeiro Branco, o assunto é a sua mente [3]. O mundo lá fora parece viver uma euforia de “folha em branco”, “metas incríveis” e “reorganização total”. Mas, para você que vive a maternidade real, [4] como é encarar esse tal “recomeço” carregando toda a exaustão de um dezembro que parece não ter terminado?
A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, do Instituto MaterOnline, [5] traz um alívio necessário: esse esgotamento materno não é culpa sua, nem coincidência. O simbolismo de janeiro pode, na verdade, ser um gatilho para a ansiedade. Afinal, como planejar o futuro com perfeição se você mal consegue dormir uma noite inteira ou se ainda está tentando colocar a rotina da casa nos eixos após as festas?
"Enquanto algumas pessoas conseguem agir, muitas mães se sentem paralisadas pelo esgotamento. E está tudo bem não estar no ritmo frenético das redes sociais", reforça Rafaela.
Por que mães chegam mais sobrecarregadas em janeiro?
(Imagem: Freepik)
A psicóloga explica que o início do ano cria uma "tempestade perfeita" para o esgotamento materno:
O "boleto" de dezembro: O cansaço físico das festas e a quebra da rotina do bebê não desaparecem por mágica no dia 1º.
A ditadura do "resolver tudo": Sentimos que precisamos decidir tudo agora — escola, dieta, casa, trabalho. Essa urgência só gera frustração.
A vitrine das redes sociais: Olhar planejamentos impecáveis no Instagram cria um abismo doloroso entre a sua vida real e uma "alta performance" que, na maternidade, muitas vezes é impossível.
Esgotamento materno: escute os sinais do seu corpo
(Imagem: Freepik)
Às vezes, de tanto carregar o mundo nas costas, esquecemos de checar como nós estamos. Se você notar que está com uma irritabilidade constante, choro fácil, ou se sente em um estado de alerta permanente (mesmo quando o bebê dorme), pare um pouco. Esses são sinais de que o seu limite foi ultrapassado.
Em vez de metas grandiosas, que tal focar no que é possível? A Dra. Rafaela sugere caminhos que acolhem a sua saúde menta e evitam o esgotamento maternol:
Movimente-se com leveza: Não é sobre treinos intensos, mas sobre pequenas pausas para alongar ou caminhar. O movimento ajuda a regular suas emoções.
Recupere o equilíbrio básico: Tente retomar uma rotina alimentar mais estável. Nutrir o corpo com calma é o primeiro passo para estabilizar a mente.
Um espaço só seu: A terapia pessoal, especialmente nesta fase, não é luxo; é proteção. Ter um lugar de fala ajuda a transformar a sobrecarga em alívio e autoconhecimento.
Lembre-se, mamãe: O Janeiro Branco não deve ser um peso a mais na sua mochila, mas um convite à autocompaixão. O"ano perfeito" só existe no filtro da foto. O que realmente importa é construir o ano possível, respeitando o seu ritmo e, principalmente, os seus limites, evitando assim, o esgotamento materno.
[1] https://abcdoabc.com.br/o-excesso-de-palpites-na-gravidez/
[2] https://abcdoabc.com.br/diabetes-gestacional-entenda-os-riscos/
[3] https://abcdoabc.com.br/a-importancia-do-cuidado-emocional-na-gestacao/
[4] https://abcdoabc.com.br/maternidade-real-x-redes-sociais-romantizacao/
[5] https://www.instagram.com/materonline/