
O investimento em saneamento coloca São Bernardo do Campo [1] na elite da infraestrutura nacional. O Instituto Trata Brasil [2] divulgou o Ranking do Saneamento 2026 e revelou um abismo estrutural no país. Apenas dez das cem maiores cidades brasileiras batem a meta de aportes por habitante.
A administração pública e as concessionárias investiram uma média nacional de R$ 135,89 por pessoa neste ano. O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) estipula a faixa de R$ 225 per capita como o piso necessário para universalizar a água tratada e a coleta de esgoto.
A realidade financeira paralisa a expansão das redes na maior parte do território. Cinquenta e um municípios operam com menos de R$ 100 anuais por cidadão. Esse déficit prolonga o sofrimento das periferias com doenças e contaminações crônicas.
Investimento em saneamento liderado pelo Sudeste
O cenário muda drasticamente na região do ABC Paulista. São Bernardo do Campo injeta R$ 233,65 por habitante e supera a recomendação do governo federal. A cidade integra um bloco isolado de excelência dominado pelo Sudeste, que concentra seis das dez posições de liderança.
O litoral paulista puxa a fila do desenvolvimento hídrico. Praia Grande registra o maior repasse do Brasil com expressivos R$ 572,87 per capita. Guarujá também compõe a hegemonia de São Paulo no controle sanitário.
Cidades que cumprem o repasse federal
O levantamento expõe as prefeituras que tratam as tubulações subterrâneas como prioridade absoluta no orçamento.
Praia Grande (SP) - R$ 572,87
Aparecida de Goiânia (GO) - R$ 387,87
Cuiabá (MT) - R$ 349,98
Vila Velha (ES) - R$ 326,33
Nova Iguaçu (RJ) - R$ 323,40
Canoas (RS) - R$ 305,65
Guarujá (SP) - R$ 280,42
Montes Claros (MG) - R$ 239,30
Joinville (SC) - R$ 235,86
São Bernardo do Campo (SP) - R$ 233,65
Cada real canalizado para o tratamento de efluentes esvazia leitos de hospitais e atrai novos polos empresariais.
Obras de esgotamento sanitário transformam a matriz econômica regional. Vias livres de valões a céu aberto valorizam os imóveis e alavancam a produtividade da força de trabalho local. O ABC Paulista ganha vantagem competitiva ao resolver gargalos do século passado.
Manter o ritmo de repasses exige rigor fiscal dos prefeitos. A garantia do investimento em saneamento blindará as próximas gerações contra crises hídricas e consolidará o crescimento sustentável das metrópoles brasileiras.
[1] https://abcdoabc.com.br/sao-bernardo-vacina-30-mil-pessoas-gripe/
[2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjrn-j3r96TAxXCpJUCHSeiETgQFnoECDkQAQ&url=https%3A%2F%2Ftratabrasil.org.br%2F&usg=AOvVaw24m8Z-GMzM76uR5KH-2sJk&opi=89978449