
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou, nesta quinta-feira (16), três casos de febre amarela [1] na região do Vale do Paraíba. As ocorrências foram registradas nos municípios de Cruzeiro e Cunha, com dois pacientes recuperados e um óbito.
Em Cruzeiro, uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos evoluíram bem após contraírem a doença. Já em Cunha, um homem de 38 anos não resistiu. Segundo o boletim epidemiológico, nenhum dos երեք pacientes possuía histórico de vacinação contra febre amarela, fator determinante para o agravamento dos quadros.
Casos acendem alerta para baixa cobertura vacinal
Tomaz Silva / Agência Brasil
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) destacou que a vacina segue como principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. Desde 2019, o Programa Estadual de Imunização recomenda a vacinação em todo o território paulista.
Para quem pretende viajar a áreas de risco, como regiões de mata, zona rural ou destinos de ecoturismo, a orientação é clara: a imunização deve ser feita com pelo menos 10 dias de antecedência.
A coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula, reforça a necessidade de atenção: a verificação da carteira vacinal é essencial antes de qualquer deslocamento para áreas com circulação do vírus.
Monitoramento e resposta rápida são essenciais
Além da vacinação, a SES-SP enfatiza a importância da notificação imediata de casos suspeitos em humanos e de epizootias em primatas não humanos. A detecção precoce permite ações mais rápidas para conter a disseminação da febre amarela e proteger a população.
A pasta mantém vigilância ativa e acompanhamento constante do cenário epidemiológico. Dados atualizados sobre casos e óbitos podem ser consultados no painel oficial do governo estadual.
Quem deve se vacinar contra febre amarela
A vacina contra febre amarela é gratuita e integra o calendário básico de imunização. As recomendações incluem diferentes faixas etárias e situações específicas:
Crianças: primeira dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos: deve tomar reforço;
Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: dose única;
Imunizados com dose fracionada em 2018: devem avaliar necessidade de atualização.
A ampliação da cobertura vacinal é considerada estratégica para evitar novos casos e mortes.
Plataforma tira dúvidas sobre vacinação
Para combater a desinformação, o Governo de São Paulo lançou o portal “Vacina 100 Dúvidas [2]”, reunindo as perguntas mais frequentes sobre imunização. A iniciativa aborda temas como eficácia, efeitos colaterais e riscos da não vacinação.
A ferramenta surge como aliada no enfrentamento à febre amarela, especialmente em um cenário que exige maior conscientização da população sobre a importância da prevenção.
[1] https://abcdoabc.com.br/veja-perguntas-e-respostas-sobre-febre-amarela-e-tire-suas-duvidas/
[2] https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/