Emergência hídrica em Americana: reservatórios operam com volume 70% abaixo do ideal nesta quarta

Emergência hídrica em Americana: reservatórios operam com volume 70% abaixo do ideal nesta quarta

Americana decreta emergência hídrica por problemas no abastecimento de água Os reservatórios de Americana (SP) registraram, nesta quarta-feira (1º), um volume de 11 milhões de litros, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE). O valor está 70% abaixo do ideal, que seria de 36 milhões de litros. Segundo a prefeitura, a falta de água é generalizada em diferentes pontos da cidade, mas as regiões mais afetadas nesta quarta são: Centro; Vila Dainese; Jardim Ipiranga; Jardim Brasil; e Chácaras Letônia. “A estiagem prolongada e a baixa qualidade da água captada do Rio Piracicaba têm prejudicado o processo de tratamento, reduzindo significativamente a oferta de água para abastecimento”, explicou a administração municipal. O DAE pediu à população que economize e conserve da água, “utilizando o recurso de maneira consciente até que a situação se normalize com a retomada das chuvas”. DAE de Americana abastece escolas e entidades com caminhão-pipa Gustavo Gomiero/Prefeitura de Americana Emergência hídrica A cidade anunciou, na segunda-feira (29), o decreto de situação de emergência hídrica devido à crise no abastecimento de água. A medida foi publicada oficialmente na terça-feira (30). Segundo a prefeitura, o decreto permite a ampliação de equipes de reparo de vazamentos e reforçar o atendimento com caminhões-pipa, que já estão sendo usados em unidades de saúde, hospitais e escolas. Por conta do problema de abastecimento, as aulas presenciais foram suspensas na Fatec Americana. O Centro Paula Souza informou que as aulas estão sendo realizadas de forma online por tempo indeterminado. A volta ao formato presencial depende da regularização do fornecimento de água. Já as atividades na Etec de Americana seguem normalmente. MP cobrou explicações Diante dos problemas no abastecimento, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) cobrou da Prefeitura e do superintendente do DAE explicações, em cinco dias, sobre a crise hídrica que afeta o município. Entre as explicações solicitadas pelo MP estão as medidas emergenciais que foram ou serão adotadas pelo município, e as ações para garantir a segurança hídrica para grupos populacionais vulneráveis, como asilos e creches, além de unidades de saúde e regiões com baixa capacidade de reservação e com redes precárias. No documento, o promotor Ivan Carneiro questiona se há algum plano de racionamento, como rodízio e redução de pressão nas redes, sendo necessário compartilhar o programa. Procurada, a Prefeitura informou que o DAE recebeu os ofícios nesta terça e que “irá analisar o conteúdo e responder aos questionamentos à promotoria”. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas