Elon Musk exige US$ 134 bilhões da OpenAI e Microsoft

Elon Musk exige US$ 134 bilhões da OpenAI e Microsoft
Elon Musk exige US$ 134 bilhões da OpenAI e Microsoft O cenário da inteligência artificial global acaba de ser sacudido por uma das maiores disputas financeiras da história do Vale do Silício [1]. Na última sexta-feira (16), o bilionário Elon Musk [2] formalizou um pedido judicial de indenização que pode chegar à impressionante cifra de US$ 134 bilhões (aproximadamente R$ 737 bilhões). O alvo da ação são as gigantes OpenAI [3] e Microsoft, acusadas pelo magnata de lucrarem indevidamente sobre a infraestrutura e a credibilidade construídas a partir de suas contribuições fundadoras. O cálculo bilionário de Elon Musk contra a OpenAI De acordo com a petição apresentada nos tribunais de Oakland, na Califórnia, a OpenAI — organização que o próprio Elon Musk ajudou a fundar em 2015 — teria gerado ganhos astronômicos que variam entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,4 bilhões. A Microsoft, principal investidora e parceira da startup, também está na mira do processo, com lucros estimados pela defesa de Musk entre US$ 13,3 bilhões e US$ 25,1 bilhões. A tese central da acusação baseia-se no "enriquecimento sem causa". Musk argumenta que, como investidor inicial e figura fundamental na formação da empresa, ele deveria ser compensado de forma proporcional ao sucesso atual da entidade. "Assim como um investidor inicial em uma startup pode obter retornos muito superiores ao seu investimento original, os lucros indevidos obtidos pela OpenAI e pela Microsoft são significativamente maiores do que suas contribuições iniciais", afirma o documento. 60% do financiamento inicial partiu do magnata O processo detalha que Elon Musk foi o principal pilar financeiro e moral da OpenAI em seus primeiros anos. O bilionário afirma ter injetado cerca de US$ 38 milhões na organização, o que representaria 60% de todo o financiamento inicial. Além do capital financeiro, Musk destaca seu papel estratégico no recrutamento de talentos de elite da engenharia de software e na construção da legitimidade que permitiu à startup atrair parceiros globais. Contudo, a relação azedou em 2018, quando o empresário deixou o conselho da empresa. Hoje, à frente da xAI e do chatbot Grok, seu principal concorrente, Elon Musk acusa a OpenAI de ter abandonado sua missão original de ser uma organização de código aberto e sem fins lucrativos em prol de uma estrutura comercial fechada e agressiva. Defesa das empresas e os próximos passos judiciais A reação das companhias foi imediata e incisiva. A OpenAI classificou a ação judicial como "infundada" e descreveu o movimento de Elon Musk como uma tentativa de "assédio" corporativo. Já os advogados da Microsoft refutaram qualquer alegação de que a empresa tenha "auxiliado ou instigado" desvios de finalidade na startup. As empresas também tentam desqualificar o relatório de C. Paul Wazzan, economista financeiro e testemunha especialista de Musk. Elas alegam que a análise é: "Inventada e inverificável"; Sem precedentes jurídicos; Uma tentativa de transferir recursos de uma entidade sem fins lucrativos para um concorrente direto. O julgamento marcado para abril Apesar das tentativas de arquivamento por parte da OpenAI e Microsoft, o juiz responsável pelo caso em Oakland determinou que a disputa será decidida por um júri popular. O julgamento está agendado para abril de 2026. Caso o júri dê parecer favorável a Elon Musk, o magnata poderá solicitar, além da indenização bilionária, medidas punitivas e liminares que podem impactar diretamente a operação comercial do ChatGPT e outras ferramentas de IA da Microsoft. [1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Sil%C3%ADcio [2] https://abcdoabc.com.br/elon-musk-assume-novo-papel-no-governo-trump-como-lider-do-doge/ [3] https://openai.com/pt-BR/