
O desemprego no Brasil [1] encerrou o trimestre até janeiro de 2026 com uma taxa de 5,4%. O resultado aponta estabilidade em relação ao período terminado em outubro do ano anterior.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua [2]) do IBGE, essa é a menor marca da série estatística para meses de janeiro. Houve uma redução expressiva de 1,1 ponto percentual frente aos 6,5% registrados no mesmo período de 2025.
Desemprego em queda histórica
Nicole Defillo
A dinâmica do mercado de trabalho costuma apresentar instabilidade no início do ano. A coordenadora de pesquisas domiciliares do órgão, Adriana Beringuy, destaca que a melhora anual é o dado mais relevante.
"Em geral, na virada do ano é comum haver aumento da desocupação, que costuma aparecer ao longo do primeiro trimestre. Mas esse resultado ainda reflete o efeito de novembro e dezembro, que costumam ter indicadores mais favoráveis no mercado de trabalho"
O contingente de pessoas sem trabalho recuou para 5,9 milhões. Isso representa uma queda de 17,1% no comparativo anual, significando 1,2 milhão de cidadãos a menos buscando recolocação.
Raio-X do mercado e nível de ocupação
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O número de brasileiros trabalhando bateu o recorde de 102,7 milhões. O avanço reflete a entrada de 1,7 milhão de profissionais na economia formal e informal em doze meses.
O nível de ocupação nacional alcançou 58,7%. Veja os indicadores complementares da pesquisa:
Taxa de subutilização: 13,8%
População fora da força: 66,3 milhões
Subocupados por insuficiência de horas: 4,5 milhões
Pessoas desalentadas: 2,7 milhões
A taxa de desalento caiu para 2,4%. O indicador abrange indivíduos que haviam desistido de buscar oportunidades de sair do desemprego, mas que começam a observar um cenário econômico mais receptivo.
Formalidade e a evolução da renda
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A estrutura de contratações apresentou consolidação de carteiras assinadas. O grupo de empregados no setor privado formal alcançou 39,4 milhões, criando cerca de 800 mil novas vagas em um ano.
A informalidade abrange 38,5 milhões de cidadãos, o que representa 37,5% da força produtiva atual. A divisão dos demais vínculos empregatícios ficou configurada da seguinte forma:
Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões (alta anual de 3,7%)
Empregados sem carteira (privado): 13,4 milhões
Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões (queda anual de 4,5%)
A recuperação do poder de compra acompanha diretamente a queda do desemprego no território nacional. O rendimento real habitual saltou para R$ 3.652, uma alta anual de 5,4%. A massa salarial movimentou R$ 370,3 bilhões, injetando força no consumo interno.
Movimentações por setores da economia
A força de trabalho total somou 108,5 milhões de pessoas. O desempenho das contratações variou significativamente dependendo da atividade econômica principal.
No balanço trimestral, o setor de informação, comunicação e finanças expandiu 2,8%, somando 365 mil posições. O segmento de outros serviços cresceu 3,5%. Em contrapartida, a indústria geral encolheu 2,3%, perdendo 305 mil postos.
No horizonte de doze meses, o eixo de administração pública, saúde e educação liderou a geração de vagas, agregando 1,1 milhão de novos profissionais. Os dados consolidados confirmam que o desemprego perde força estrutural diante da expansão sustentada do setor de serviços.
[1] https://abcdoabc.com.br/sao-bernardo-geracao-de-emprego-formal-abc/
[2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjjs-qN64iTAxXsILkGHUVpLWgQFnoECBcQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Festatisticas%2Fsociais%2Fpopulacao%2F9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html&usg=AOvVaw3BqGYS66_UMugL3hNmknJZ&opi=89978449