Corte da Selic corre risco com crise no Irã e alta de preços

17/03/2026 - 10:50  
Corte da Selic corre risco com crise no Irã e alta de preços
Corte da Selic corre risco com crise no Irã e alta de preços O corte da Selic [1] deve frustrar os mais otimistas nesta semana. O Comitê de Política Monetária (Copom [2]) sinalizava um ciclo de reduções contundente para a taxa básica de juros. A realidade forçou um freio de arrumação imediato. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) prevê uma postura altamente defensiva da autoridade monetária. Por que o corte da Selic será de apenas 0,25 p.p.? Os juros não vão despencar de uma só vez. O ciclo começará de forma tímida, estacionando a taxa em 14,75%. O principal obstáculo interno atende pelo nome de inflação de serviços. Os obstáculos reais que barram uma queda mais agressiva incluem: Mercado de trabalho operando em alta temperatura. Renda real do trabalhador em franca elevação. Núcleos da inflação apontando para cima e dificultando o alcance do centro da meta. O IPCA acumulado em 12 meses marca 3,8%, confortável em relação ao teto de 4,5%, mas mascarando uma pressão inercial perigosa. Os preços dos serviços carregam forte resistência de baixa. Eles respondem com atraso e lentidão aos estímulos da política monetária. Choque do petróleo e tensão no Oriente Médio A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel instaurou um clima de alerta máximo. O globo enfrenta sua maior zona de incerteza geopolítica da última década. O preço do barril de petróleo explodiu em um intervalo de duas semanas. O Brasil sente esse golpe de forma intensa. A nossa economia opera acima do seu nível potencial de produção. O encarecimento dos combustíveis reverbera imediatamente nas gôndolas e nos fretes quando a demanda doméstica segue aquecida. A pressão importada rapidamente vira inflação persistente nas prateleiras. O cenário adverso obriga a equipe econômica a recalcular a magnitude do corte da Selic para segurar as rédeas do consumo. A busca do Copom pela estabilidade O Banco Central foge de sobressaltos. A diretoria foca em transmitir previsibilidade matemática ao mercado financeiro. O objetivo primário consiste em evitar qualquer choque de expectativas que resulte em pânico ou crise. A reunião do comitê crava o início do alívio financeiro nacional. A extensão dessa jornada virou uma incógnita absoluta. O próximo corte da Selic dependerá de uma matemática fria entre a trégua das bombas no exterior e o esfriamento do varejo no Brasil. [1] https://abcdoabc.com.br/selic-alta-freia-pib-ciesp-reducao-urgente/ [2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwi5k8a3h6eTAxXhBLkGHWsuAwoQFnoECCEQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fcontroleinflacao%2Fcopom&usg=AOvVaw3jeQNiN_5-jKPgINwFJzXd&opi=89978449