
O risco de afogamento [1] aumenta consideravelmente durante a temporada de verão, exigindo atenção redobrada dos banhistas. Um levantamento recente do Corpo de Bombeiros [2] aponta um dado alarmante: nove em cada dez óbitos no mar acontecem em áreas de corrente de retorno.
Esses trechos, conhecidos pelo refluxo das ondas, puxam a pessoa para o fundo e representam o maior perigo no litoral. Durante a alta temporada, a população nas cidades litorâneas chega a crescer 4,5 vezes, elevando proporcionalmente a demanda por salvamentos e a necessidade de prevenção contra o afogamento nas praias paulistas.
Onde ocorre a maioria dos casos de afogamento
O monitoramento preventivo realizado pelo Corpo de Bombeiros identifica e sinaliza os locais de maior vulnerabilidade. Placas na areia indicam a presença de correntes de retorno e buracos, pontos onde a maioria das tragédias acontece.
Para evitar situações de perigo, a recomendação primordial é buscar praias que contem com a presença de guarda-vidas. O Coronel Valdecir Nascimento enfatiza a importância desse profissional para a segurança das famílias.
“Ele é a pessoa mais apropriada para orientar qualquer banhista sobre onde é mais seguro ficar para o banho com a família e com as crianças”, destaca o Coronel.
Respeitar a sinalização local é a primeira barreira de proteção contra incidentes graves de afogamento.
Fatores que potencializam o risco no mar
Além das condições naturais do oceano, o comportamento do banhista influencia diretamente na segurança. O consumo de álcool é um agravante crítico. Segundo a Capitão Karoline, porta-voz da corporação, a bebida reduz a percepção de risco e a coordenação motora.
“A bebida faz com que a pessoa perca a noção da realidade, fique mais corajosa e aceite desafios que podem colocar a própria vida em risco”, alerta a Capitão.
Outro ponto de atenção envolve o uso de objetos flutuantes, como colchões infláveis e boias. Embora pareçam inofensivos, esses itens transmitem uma falsa sensação de segurança e são facilmente arrastados pelas correntes, iniciando cerca de um terço dos casos fatais de afogamento.
Regra prática de segurança
Para simplificar a prevenção, os bombeiros reforçam um ditado popular que serve como indicador de limite seguro na água:
“Água no umbigo, sinal de perigo.”
Ao sentir a água atingir essa altura ou em caso de qualquer dúvida sobre as condições do mar, a orientação imediata é retornar à areia e consultar um guarda-vidas.
Operação Verão reforça estrutura de salvamento
Para mitigar os índices de acidentes e garantir um verão mais seguro, o Governo de São Paulo lançou a Operação Verão Integrada 2025/2026. A ação intersetorial prevê que o litoral receba cerca de 16,7 milhões de visitantes.
Os investimentos visam fortalecer a infraestrutura e a resposta a emergências, impactando diretamente na redução de ocorrências de afogamento. Confira os principais aportes:
R$ 55 milhões investidos na operação, incluindo o maior efetivo policial da história.
R$ 2 bilhões aplicados pela Sabesp em distribuição de água e tratamento de esgoto.
R$ 53,9 milhões destinados à rede de assistência em saúde dos municípios litorâneos.
Ampliação da frota de travessias de 29 para 40 embarcações.
Mobilização viária com 1,2 mil agentes e 323 veículos de apoio nas estradas.
As equipes de resgate permanecem a postos para atuar preventivamente. No entanto, a colaboração dos turistas em respeitar as normas de segurança continua sendo a ferramenta mais eficaz para evitar qualquer tipo de afogamento.
[1] https://abcdoabc.com.br/afogamentos-no-litoral-sp-deixa-6-mortos-24h/
[2] http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br